A agenda de campanha de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva teve compromissos no Pará e no Rio Grande do Sul em 19 de outubro de 2026. Flávio participou de uma motociata em Marabá, enquanto Lula esteve em uma caminhada em Porto Alegre.
As atividades ocorreram durante a campanha presidencial. Em Marabá, no sudeste do Pará, Flávio falou sobre propriedade privada e regularização de terras; no centro da capital gaúcha, Lula participou de ato com apoiadores.
Flávio, candidato do PL, também abordou temas de segurança pública e obras na região amazônica. Lula, candidato à reeleição pelo PT, concedeu entrevista ao SBT e tratou de propostas para microempreendedores e trabalhadores.

As declarações dos dois candidatos incluíram temas distintos, como regras ambientais e fundiárias, dívidas de Microempreendedores Individuais (MEIs) e abertura de sigilos. A cobertura também registrou falas sobre saúde, criminalidade e jornada de trabalho.
Flávio Bolsonaro defende regularização de terras no Pará
Na motociata em Marabá, Flávio Bolsonaro defendeu o direito à propriedade privada e afirmou que pretende promover a maior regularização fundiária já vista no Pará. O candidato não apresentou detalhes de como executaria o plano.
Ao tratar do uso das terras, Flávio disse que produtores deveriam poder plantar e criar gado em suas propriedades. Também criticou restrições ambientais que, segundo ele, seriam motivadas por razões ideológicas e afirmou que pretende eliminá-las.
Na área de segurança pública, o candidato declarou que o combate à criminalidade seria prioridade de um eventual governo a partir de janeiro de 2027. Ele mencionou ações contra narcotraficantes e defendeu a proposta de castração química para estupradores.
Flávio também relacionou segurança à proteção de bens pessoais, citando celulares, bolsas, motos, carros e propriedades. Para a Amazônia, apontou a necessidade de obras estruturantes e citou a saúde como exemplo.
Lula fala sobre MEIs e participa de ato em Porto Alegre
Em entrevista gravada ao SBT, Lula afirmou que a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de perdão de dívidas dos Microempreendedores Individuais (MEIs) beneficiaria cerca de 3,6 milhões de empreendedores. Segundo o candidato, os débitos somam R$ 12,6 bilhões, e a medida permitiria que os beneficiados limpassem o nome.
O projeto também elevaria o limite de faturamento anual dos MEIs para R$ 140 mil e permitiria a contratação de mais de um empregado. Pela regra vigente mencionada na cobertura, cada microempreendedor podia contratar apenas um funcionário.
Na conversa com o SBT, Lula ainda abordou o fim da escala 6×1, que, segundo ele, daria aos trabalhadores mais tempo com a família. Também tratou de propostas para combater a criminalidade e de investimentos em saúde.
Em Porto Alegre, o candidato participou de uma caminhada que reuniu apoiadores no Largo dos Açorianos, entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico. No ato, anunciou que enviaria em 20 de outubro pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para abrir seus sigilos bancário, telefônico e fiscal, além dos sigilos dos filhos, e desafiou Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo.


