Como ocorreu a colisão na BR-153
O trágico acidente envolvendo o ônibus do time Águia de Marabá aconteceu no dia 15 de janeiro, enquanto a equipe retornava de Guaratinguetá (SP), após ser eliminada da Copinha. Por volta das 19h50, o ônibus colidiu na parte traseira de um caminhão boiadeiro que estava estacionado no acostamento da BR-153, em Santa Rita do Tocantins. A distância percorrida era de aproximadamente 1.755 km, e ainda restavam mais de 700 km até chegar a Marabá, PA.
O ônibus, que transportava 32 pessoas, entre atletas da categoria sub-20 e membros da comissão técnica, estava em um momento de descanso e conversa quando ocorreu o impacto devastador, que destruiu a parte frontal do veículo e resultou na morte do preparador físico Hecton Alves.
O impacto devastador do acidente
Com a colisão, a força do impacto foi decisiva. Hecton Alves, que se encontrava em pé no corredor do ônibus, foi atingido e não sobreviveu. A tragédia causou um choque profundo entre os membros da equipe, que viviam um momento de expectativa pela classificação e agora se deparavam com uma situação de luto e dor.

Além da morte de Hecton, outras pessoas ficaram feridas, incluindo o técnico Ronan Tyezer Rodrigues, que permanece na UTI do Hospital Regional de Gurupi, recebendo cuidados intensivos, enquanto outros feridos já tiveram alta médica.
Investigação sobre o caminhão parado
A Polícia Civil está investigando as circunstâncias que levaram ao acidente, incluindo a condição do caminhão que estava estacionado. O motorista do caminhão alegou que havia parado devido a um defeito mecânico e que sinalizou corretamente a via. No entanto, testemunhas do clube descreveram que não havia sinalizações visíveis no momento do acidente, criando uma disputa que está sob análise pelas autoridades competentes.
A investigação irá esclarecer se houve negligência de qualquer parte e quais medidas de segurança deveriam ter sido aplicadas para evitar a colisão. A perícia realizada no local é fundamental para definir as responsabilidades.
Estado de saúde dos feridos
O técnico Ronan Tyezer Rodrigues continua internado na UTI, sob observação após a gravidade dos seus ferimentos. Os demais feridos identificados, como Ramon Nilton Vieira e Renye Silva Farias, juntamente com uma criança de 11 anos, já receberam alta e se encontram em recuperação.
Os jogadores que não sofreram ferimentos graves conseguiram retomar a viagem para Marabá no dia seguinte. A dramática situação impôs um pesadelo importante sobre os membros da equipe, que agora lidam com o luto e a recuperação.
Quem era a vítima fatal?
Hecton Alves, com 33 anos, atuava como preparador físico do time sub-20 do Águia de Marabá há aproximadamente dois anos. Ele era uma figura querida entre os membros da equipe, e sua morte gerou uma onda de tristeza, não apenas entre os jogadores, mas também entre os torcedores, que expressaram suas condolências nas redes sociais.
Antes do acidente, Hecton havia postado uma mensagem nas redes, demonstrando seu apoio ao time apesar da eliminação. Ele foi sepultado em sua cidade natal, Conceição do Araguaia (PA), deixando uma marca indelével nas vidas daqueles que tiveram a sorte de conhecê-lo.
Depoimentos de testemunhas
Os relatos de testemunhas são diversos, e a partir deles, é possível compreender um pouco mais sobre as circunstâncias do acidente. Membros da equipe afirmam que o ônibus estava em uma velocidade moderada, já que muitos estavam descansando e conversando.
Os depoimentos dos jogadores e da comissão técnica são cruciais para a investigação, pois poderão fornecer detalhes sobre a visibilidade da estrada e as condições do caminhão estacionado. As informações coletadas irão ajudar a estabelecer um panorama mais claro do que ocorreu naquele momento fatídico.
Respostas da Polícia Civil
A Polícia Civil investiga o caso como um acidente de trânsito e tenta determinar as responsabilidades de cada parte. Os motoristas do ônibus e do caminhão compareceram ao distrito policial para prestar esclarecimentos e ambos responderão ao inquérito em liberdade, já que não houve prisão em flagrante.
A expectativa da Polícia é chegar a conclusões que possam evitar futuros acidentes similares e melhorar a segurança nas estradas. O objetivo é também esclarecer se o caminhão estava, de fato, devidamente sinalizado ou se houve falhas nesse aspecto que contribuíram para a ocorrência do acidente.
Expectativas sobre as investigações
As investigações ainda estão em andamento e a expectativa é de que, em breve, haja um resultado que esclareça as nuances do acidente. A aplicação de sinalizações corretas e a manutenção dos veículos são dois pontos que devem ser cuidadosamente analisados por parte das autoridades competentes.
Além disso, a situação deverá trazer à tona discussões sobre a segurança das estradas, especialmente em trechos onde os caminhões frequentemente estacionam, para garantir que medidas de segurança sejam implementadas a fim de evitar tragédias futuras.
Reação do clube após o acidente
Após o acidente trágico, o clube Águia de Marabá cancelou as atividades previstas e se concentrou em prestar apoio aos membros da equipe que estão se recuperando. A solidariedade foi uma constante nesses momentos difíceis, mostrando o lado humano do esporte.
A equipe está lidando com o impacto emocional da perda e reafirmou seu compromisso em ajudar os afetados. Discussões sobre como seguir em frente e honrar a memória de Hecton Alves também estão em diálogo entre os integrantes da comissão técnica.
Reflexões sobre segurança viária
Este acidente é um lembrete doloroso sobre a importância da segurança nas estradas. A falta de sinalização e a condição dos veículos em circulação são questões cruciais que precisam ser abordadas pelas autoridades de transporte.
Medidas preventivas, fiscalização mais rigorosa e campanhas de conscientização sobre direção segura são essenciais para garantir que tragédias como essa não se repitam no futuro. A segurança viária deve ser uma prioridade, especialmente considerando a vulnerabilidade de caminhões estacionados e a visibilidade entre os motoristas.

